no ano em que eu era comido pelo escorbuto
chegavam as tuas enviadas com limões de oiro
tu própria ias dessedentando a boca da viola
para salvar-me o canto
eis a ditosa amada, escrevi então
minha pátria
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terça-feira, 23 de janeiro de 2018
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
#51 - "e sequem-se-me os dedos a cabeça", Fernando Assis Pacheco
e sequem-se-me os dedos a cabeça
estoire e não fique de tudo uma palavra
se a maldição for tanta que eu te esqueça
e não reste sequer o chão e não de quantas ruas e
não já reste cidade
e seja a memória deste homem um escárnio ocultado por quinze
[gerações de vindouros
com seus cães que se deitam aos pés das pessoas e parecem
[adivinhar a linguagem monstruosa
das narinas resfolegando
se a maldição for tanta e tão pérfida
que eu te esqueça na morte, que eu te esqueça
estoire e não fique de tudo uma palavra
se a maldição for tanta que eu te esqueça
e não reste sequer o chão e não de quantas ruas e
não já reste cidade
e seja a memória deste homem um escárnio ocultado por quinze
[gerações de vindouros
com seus cães que se deitam aos pés das pessoas e parecem
[adivinhar a linguagem monstruosa
das narinas resfolegando
se a maldição for tanta e tão pérfida
que eu te esqueça na morte, que eu te esqueça
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