Não fales no filho
que não conheci.
Os olhos, disseram,
como os do pai
eram tristes;
da mãe tinha a boca
o nariz também.
Por três segundos
respirou, disseram.
Morreu depois.
O mundo deixou-lhe
a marca, disseram,
numa injeção que tomou.
Coberto de lágrimas
foi e não voltou.
Não fales no filho
que não conheci.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
#77 - ELEGIA, Aluizio de Medeiros
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
#76 - "Os anos vêm e vão", Heinrich Heine
Os anos vêm e vão,
gerações baixam à terra,
mas nunca em meu coração
fenece o amor que ele encerra...
E só quisera, ao morrer,
quando a esperança é já finda,
de joelhos vos dizer:
Senhora, eu vos amo ainda!
(tradução: Luís Cardim)
gerações baixam à terra,
mas nunca em meu coração
fenece o amor que ele encerra...
E só quisera, ao morrer,
quando a esperança é já finda,
de joelhos vos dizer:
Senhora, eu vos amo ainda!
(tradução: Luís Cardim)
Subscrever:
Mensagens (Atom)