Eu sou aquela que os vê. E caminho pelos seus caminhos e sou a fogueira distante. O tempo não me apaga. Tenho os pontos cardeais e sou a bússola nas suas mãos, quando eles vão sobre as águas. Sou os mapas, a constelação, o cruzeiro do sul, o arado, o cão, aquela que os guarda. Sou o regaço, as belas plumas do meu regaço, a imensa luz de amor que cai sobre a sua penumbra, sobre a sua loucura. Sou a mãe da sua vida, da sua morte. E vou com eles, espalhando as rosas tristes, e os meus cabelos espalham sobre os seus cabelos as raízes brancas. Sou aquela que escreve quando eles dormem, sou as palavras através do sono. E adormeço com eles, fechando as últimas portas.